quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Segurança na Internet – Atividade 3 - Rute Santana


           O considerável avanço e desenvolvimento das Tecnologias de informação e comunicação, para além da sua índole positiva, devido às oportunidades que gera no sentido da criatividade e do desenvolvimento pessoal, tem trazido, cada vez mais, aspetos negativos, sendo estes o aumento da insegurança e da falta de privacidade dos seus utilizadores.
         Segundo Rui Cardoso (2014, p.3) os indivíduos, desde a década de 90, adaptaram-se às diversas inovações existentes na área destas Tecnologias, mudando de forma visível a vida em sociedade. São exemplos destas a internet, as redes sociais, os computadores portáteis, a televisão, os telemóveis, entre outros.
         Um dos maiores contributos para esta mudança foi, sem dúvida, a Google. Para além da sua capacidade monetária é de salientar que a atividade feita por parte dos seus utilizadores lhe dá a possibilidade de aceder a inúmeros dados pessoais e perfis. “Tão vasta e apetecível é esta informação que os serviços de espionagem e contraespionagem fazem tudo para lhe aceder.” (Cardoso, 2014, p.3)
          Vitor Belanciano (2014, p. 25) afirma que não é a primeira vez que se sucedem acontecimentos de violação de contas da internet, por parte de piratas informáticos. Atualmente, não podemos ter a certeza se existem entidades fiáveis ou não, no que se refere à preservação de segredos ou a manter a privacidade dos usuários.
            Desta forma, penso que a maneira mais viável, para controlar estas questões de privacidade, é não colocar nada na internet que possa virar prejudicial para a nossa identidade. Por outro lado, podemos tentar controlar a nossa privacidade, através da capacidade de gerir a quantidade de informação pessoal que disponibilizamos e os indivíduos que podem ou não aceder à mesma.
           Devemos ser conscientes e ter em causa o que devemos ou não partilhar, como por exemplo, não partilhar informações que não gostaríamos que se tornassem públicas, reduzir dados que levem para a nossa identificação ou localização, entre outras. É fundamental termos alguns cuidados como o uso adequado de ferramentas, fazer constantes atualizações, utilizar antivírus e instalar os programas adequados para evitar ações que bloqueiem o computador ou, até mesmo, o roubo de informações.
          É essencial utilizar as tecnologias com segurança de forma a prevenir diversos riscos, como por exemplo, conteúdos ofensivos e ilegais, como é o caso da pornografia, racismo, violência, droga, jogos ou informação incorreta. O roubo de identidade, aproximações indevidas, mensagens com falsos remetentes e burlas.
Em suma, tendo em conta os direitos de cada um, “Nada justifica a violação da privacidade, seja de quem for.” (Belanciano, 2014, p.25)


- Balanciano, V. (2014). Não são apenas as celebridades que estão a nu na Internet. Público
- Cardoso, R. (2014). Se o Google diz é porque é mesmo verdade. Mas será mesmo? Courrier Internacional , 3.

- Guerreiro, A. (2014). A máquina Google. Público , 25.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O que é o Podcast?

O termo Podcast surgiu em 2004 e representa um local na internet que permite a publicação de programas áudio através do formato de arquivos MP37. Segundo Freire (2011),esta forma de publicação distancia-se da forma tradicional de rádio, através da existência de uma flexibilidade a nível de acesso e através do conteúdo concebido. O áudio pode ser produzido online ou a partir do computador pessoal de cada individuo, fazendo download. Atualmente é bastante utilizado em diversas áreas, como por exemplo, pelos meios de comunicação, entrevistas, negócios ou na Educação quer no ensino presencial ou para conceder aulas e formação à distância. Salientando a sua utilização na Educação, segundo Diegues (2010), o Podcast é uma ferramenta com um forte potencial pedagógico, que pode ser utilizado no âmbito escolar, em situações e contextos diversificados. Este programa possibilita a disponibilização de materiais didáticos a vários níveis sendo estes aulas, documentários e entrevistas em formato áudio. Desta forma, irá permitir a capacidade de serem ouvidos a horas e espaços distintos. O Podcast apresenta-se como uma excelente alternativa para inúmeras pessoas que necessitam de formação mas que têm um tempo limitado para lerem e estudarem. Toda a comunidade educativa pode aceder à informação disponibilizada através deste programa e poderá interagir com o professor através de comentários que poderão ser deixados na aplicação. Segundo Diegues (2010), são muitas as vantagens da utilização do Podcast, sendo estas: um apoio aos alunos que apresentam ritmos de aprendizagem diferentes, permitindo que estes possam rever algum conteúdo de forma a melhorar a sua compreensão; permite a aprendizagem dentro e fora da escola; possibilita aos alunos a vantagem de serem eles a criar algo sobre determinada matéria, aprendendo mais visto que terão de se preocupar com a organização do conteúdo, disponibilizando material correto e fidedigno para os restantes alunos.

Jclic

No âmbito da Unidade Curricular Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, foi-nos proposto a realização de seis jogos no software Jclic. Os jogos que realizamos destinam-se a crianças a partir do 2.º Ano de escolaridade e, têm como objetivo trabalhar o Género e o Número das palavras, integrando em parte das atividades uma introdução aos artigos definidos.

  "Jogos-Género e Número"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Fábula "A cigarra e a formiga" em forma de chuva de ideias

Apresentamos através desta imagem realizada no programa wordle, uma forma possível de trabalhar a fábula "A Cigarra e a Formiga" com as crianças. Através desta chuva de ideias podemos, por exemplo, abordar as classes de palavras.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Atividade 2 - Trabalho de grupo sobre/com televisão




               Na unidade curricular Língua Portuguesa e Tecnologias de Comunicação, foi-nos proposta a realização de uma atividade no âmbito da oralidade e da escrita que tivesse como ponto de partida um programa de televisão.
            O programa escolhido para desenvolvermos as atividades foi o “Mad Science”, que integra o programa do Bairro do Panda. Este programa televisivo pode ser visualizado diariamente no canal panda. Ao longo das sessões os habitantes do Bairro do Panda passam por várias experiências, divertindo-se e adquirindo novos conhecimentos.
            O “Mad Science” tem como principal objetivo aproximar as crianças do mundo científico, de uma forma descontraída e divertida. Existe ainda a preocupação na programação de cada programa, para que haja uma aproximação entre o que é tratado na emissão e o programa curricular do Ministério da Educação.
Para realizarmos as atividades propomos partir da emissão deste programa em que os protagonistas fazem um bolo.
 O episódio em questão, além de conter assuntos que podem estar subjacentes a vários tipos de aprendizagem, como é o exemplo do processo de fermentação, pode ser, também utilizado para realizar uma atividade no âmbito da língua portuguesa. Iremos agora demonstrar um exemplo de uma possível tarefa que, a partir deste excerto, poderá trabalhar-se a oralidade e a escrita em contexto de sala de aula. É importante referir que esta atividade dirige-se sobretudo para alunos do 3º e 4º ano de escolaridade.
Quanto à realização da atividade: inicialmente os alunos veem e ouvem a emissão; de seguida e, em grupo a turma reproduz oralmente o que ouviu, os alunos poderão durante esta altura fazer apontamentos da receita. Após a execução desta tarefa, os estudantes devem redigir a receita em questão, respeitando a estrutura de um texto deste tipo, instrucional. Partindo desta mesma tarefa o professor terá a oportunidade de trabalhar algumas tipologias textuais, como por exemplo: textos instrucionais, narrativos, argumentativos.
            E assim, sugerimos uma atividade que pode ser realizada em torno de um programa televisivo e, dinamizada em sala de aula de forma a trabalhar a oralidade e a escrita. 

domingo, 19 de outubro de 2014

Atividade 1 - Raquel Quintinha

reflexão 1

Atividade 1- Patrícia Silva

Reflexão Individual

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) são cada vez mais reconhecidas e necessárias na nossa sociedade e, representam um tipo de recurso tecnológicos utilizado, por exemplo, para fornecer e adquirir conhecimentos, utilizar processador de texto, mostrar vídeos e utilizar plataformas online. “As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) não são apenas meros instrumentos que possibilitam a emissão/recepção deste ou daquele conteúdo de conhecimento, mas também contribuem fortemente para condicionar e estruturar a ecologia cognitiva e organizacional das sociedades.” (Silva, B. 2002)
O fenómeno natural da globalização e o surgimento/avanço das novas tecnologias, vieram alterar a nossa sociedade, surgindo assim, por consequência, “novas necessidades de comunicação aos povos do mundo, valorizando-as, o que se tem repercutido, também, num expressivo estímulo à aprendizagem de línguas, divulgando-as significativamente. Neste sentido, surge valorizado também o domínio das línguas e culturas maternas.” ( Botelho, F. 2005) A necessidade de comunicação entre os povos de outras nações, a troca de conhecimentos e saberes bem como a circulação da economia, fizeram com que estas novas tecnologias evoluíssem e, por consequência se desse um desenvolvimento global.
“À medida que estas sociedades se foram desenvolvendo e, consequentemente, exigindo novas competências, foram-se acentuando preocupações com o nível de conhecimentos das populações, sobretudo ao verificarem-se dificuldades de leitura e de escrita em situações formais e informais da vida quotidiana naqueles que haviam frequentado a escola.”(Botelho, F. 2006). Antigamente a literacia estava ligada apenas às competências da escrita, no entanto, esta teve uma necessidade de sofrer alterações, pois, com a evolução da sociedade cada vez mais, há uma ligação entre as diversas línguas faladas no mundo, há uma maior comunicação entre os povos de outras culturas, onde, as “tecnologias de comunicação criaram um ambiente cultural totalmente diferente, reconfiguraram o papel da linguagem verbal, mormente da palavra escrita, passando a ser apreciada, a par de outras formas de expressão simbólica, onde se incluem imagens, sons, música e formas electrónicas de comunicação” (Botelho, F. 2006)
Nos dias que correm, houve uma necessidade de acompanhar a evolução da humanidade e dos novos recursos que iam estando disponíveis ao homem. A escola, que faz parte de um meio importante da sociedade, sentiu a necessidade de se reestruturar e deixar de ter um ensino tradicional, onde os alunos memorizavam a matéria e o ensino reduzia-se à transmissão de conhecimentos, para passar a ter um ensino, digamos, atual com novas ferramentas pedagógicas por vezes mais estimulantes para o estudante, onde o mesmo aprende algo, a fazer/praticar.
Nem todas as escolas conseguem acompanhar a evolução natural da sociedade, não estando por isso devidamente equipadas com novos recursos pedagógicos, sendo assim, necessário “construir comunidades ricas em contexto, onde a aprendizagem individual e coletiva se constrói e onde os aprendentes assumem a responsabilidade não só da construção dos seus próprios saberes, mas também da construção de espaços de pertença onde a aprendizagem coletiva tem lugar.” (Figueiredo, A. 2000)
As TIC têm um papel muito importante na Escola e, cabe ao docente a tarefa de utilizar novas ferramentas de ensino, que promovam o sucesso escolar dos estudantes. Utilizar de forma correta as TIC, será uma grande mais valia para a vida dos alunos, contribuindo para que estes tenham êxito no trabalho e no seu desenvolvimento social. É certo que as TIC promoveram uma dinamização sem precedentes das aulas. O uso de plataformas online (e.g. Moodle), os quadros interactivos, os projectores de vídeo, a televisão, a Internet entre tantos outros recursos, permitiram um envolvimento bastante positivo de todos os intervenientes num processo de ensino e aprendizagem que como sabemos foi bastante alterado pelo Tratado de Bolonha.” (Fidalgo, P. 2009)
As tecnologias de informação e comunicação, têm a vantagem de disponibilizarem um vasto leque de aplicações estimulantes e educativas para os estudantes, que devem ser exploradas de forma positiva, contribuindo para a aquisição de novas competências. As aplicações como, a plataforma Moodle, os jogos com intuito educativo e os blogues, são muitas vezes utilizadas em salas de aula e “permitem o alargamento do espaço e tempo de aprendizagem para além da tradicional sala de aula.” (Paz, J. 2008) No entanto, existe um lado menos positivo em relação às TIC, que é o facto de alguns professores  não se sentirem tão à vontade com estas tecnologias e tentaram “fugir” destas numa dinamização em sala de aula.  Muitos são os professores que defendem que as TIC não trazem nada de bom no ensino-aprendizagem e, talvez pensem que “Há "velhas" competências que fazem muita falta e que a facilidade de acesso à informação (Internet) não substitui, como a capacidade de interpretar, e reflectir sobre, a informação” (Paz, J. 2008) tornando-se assim, neste ponto de vista uma desvantagem da utilização das novas tecnologias.
Concluindo, as novas tecnologias são um bem fundamental para o Homem pois, através destas, se criam/disponibilizam conhecimentos e, se comunica com o Mundo. As novas tecnologias abrem uma porta para novos projetos/desafios e criam estratégias que irão caracterizar e definir o futuro, onde hipoteticamente tudo será tecnologia numa Era digital.

  
Referências Bibliográficas

·      Botelho, F. (2005). Globalização e cidadania: reflexões soltas
·      Botelho, F. (2006). Textos e literacias
·      Dias de Figueiredo, A. (2000). Novos Media e Nova Aprendizagem
·      Fidalgo, P. (2009). O Ensino e as Tecnologias da Informação e Comunicação

·      Paz, J. (2008). Educação e Novas Tecnologias

·      SILVA, Bento (2002). A Tecnologia é uma Estratégia para a Renovação da Escola. Movimento. Revista da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense, no 5, Tecnologia Comunicação e Educação. Rio de Janeiro, Brasil, pp. 28-44.

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